rain maker - Costa Rica

não se descreve a chuva. e só se dá por ela quando falta ou cai em demasia. assim é este blog. é, ou não é.

9.03.2005

para uma amiga, uma borboleta.

H.C. Mueller

não

burne-nigh at Jung Circle



*"Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura"


*título de António Lobo Antunes

e até as árvores ressequidas dançam

RainDance by Bryan



com a força alucinada da seiva que mal lhes corre já

dançam por nuvens por fresco ou tempestade. tanto faz


morreram gentes? e num mundo pejado que diferença há?


morrrem as árvores e as gentes não resistem. por isso dançam

sacudindo ramos que por vezes se quebram ao dançar.


a chuva tem de vir para regá-las. e voltem a ser sombra

fruta, sucos, madeira e para muitos pão.



para mim ar

ar de cor verde ou castanha de outono, mas lavado

que já me dói o peito ao respirar.

rain dance III

raindance Wilhelm Goebe

rain dance II

RainDance BY CAT CORCILIUS

rain dance I

Rain Dance by Tom Philllips

equilíbrio natural

Dreamscape at auroradigital

o choro dos ramos

rain-drops Martin Kenny

canção de embalar

Kondrashov Sergey

Dorme meu menino a estrela d'alva
já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar


por José Afonso

9.02.2005

tears from my eyes

water-drops phoosh.net-Gallery

life

"Live to the point of tears."
Camus

9.01.2005

que pare o Tempo!

by Stefan Blondal
by Stefan Blondal

soul

blue girl Friedrich Joost

a minha cabeça

Head by vallejo
está deste tamanho, os olhos escancarados para tentar ver o que a alergia não permite. bem, há que fazer mais intervalos de net. como também trabalho nela, terei de reduzir o tempo no blog.
grande pena minha mas, é só até melhorar.
se não os visitar com a frequência do costume não é por desleixo ou abandono, é fragilidade visual.
beijos a todos.
vou aparecendo sempre que puder.
Solitude Larry Kanfer

8.31.2005

caribou by Cathy Hart

uma alma

Fury . an allegory with a man and a tree by Franz Miklis


A Árvore vira nascer e crescer o avô o pai e o Homem.

O Homem brincara em cima, de roda e por perto da Árvore, toda a infância.

Namorara ao som do rumor das folhas mansas.

Descansara na sombra larga enquanto bebera água e merendara na pausa do trabalho, sol a pino.

Levara os filhos, ao nascer, até à Árvore como quem cumpre um rictual.


A Árvore. O Homem.


Da floresta viram o fumo adensar-se e o alastrar ruidoso das chamas. Era terrível ! Belo !

Os animais debandaram por um instinto antigo.

O Homem cruxificou-se à Árvore sentindo-lhe o pulsar acelelerado da seiva, ou o do próprio sangue?

A Árvore ergueu as raízes na fúria de salvá-lo.

Três gerações ascenderam ao céu num mesmo fumo branco.


A Árvore - a Alma.


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ver alegoria em

e mais, dou-me 1 flor já que

se não for eu a gostar de mim, quem gostará?

(eheheh)

eu sei que tenho posts por terminar

eu sei que isso é um disparate. eu sei que tenho a ideia, só falta escrevê-la mas a minha cabeça continua no inferno de uma enxaqueca que parece eternizar-se.

as minhas desculpas.

este blog continua assim que a dor de cabeça se esbater.

a sorte que eu tenho em não ser casada!
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Submitted by Viktor
at StrangeZoo.com

8.29.2005

junto à parede

Photoblogs.org


era ali que costumava esperar. todos os dias.

escostava as costas e apoiava um pé na parede branca, já pouco caiada, ninguém lá vivia. era de propósito. assim quem veria os beijos intensos que a casa escondia?

puxava um cigarro, sem pressa, sem vício. coisa de gastar o tempo. e o tempo corria.

mas passou a hora de fechar a loja onde ela apressada a todos sorria. que olhos castanhos! que dentes tão brancos! que beijos tão doces! de lembrá-los só, ele estremecia.

pisou a beata. viu-a ficar fria. mas da rapariga dos cabelos negros nem, na rua estreita da vila, se via um vislumbre. - virá! - mas viria?

a sombra desceu. passara o meio dia. e mais duas horas. - Teve freguesia... - pensava incrédulo, numa espera ansiosa que já lhe doía.

não foi procurá-la. o patrão não queria rapazes à porta, ainda lhe estragava o trabalho, o ganho do seu dia a dia. acabou o maço. portugês suave. chutou-o bem longe. a raiva crescia.

na volta de almoço vinham as amigas. - viram a Maria? - não veio trabalhar. mas o sucedido ninguém lho dizia.

só soube na tasca a noite caía. fugira com outro pela madrugada. vendedor de oiro que sempre passava na vila e vendia a prestações baixas.

o homem bebia.

consta que ainda hoje se encosta à parede lá pelo meio do dia e fica até noite esperando, esperando que volte a Maria.

Waiting for Godot by Cheri Christensen

8.28.2005

sinfonia de água







kings-river










tinha os pés na água - a água era fria.

saltava nas pedras e nunca caía

cuidado há baixios! alguém lhe dizia

que queriam dizer ela não sabia

sabia que a água corria corria

era tranparente o fundo se via

tocava nas pedras pura sinfonia

desciam as aves bebiam - bebia

se as aves bebiam que mal lhe faria?

e água de rio é fresca ao meio dia.


havia azeitona que azeite faria

a fábrica abriu foi uma alegria

excepto para o rio que tanto a temia

- despejou nas águas tudo o que não queria -

na hora das aves nem pardal descia.



da água corrente - triste dia a dia -

do rio - sujo agora - sobra a sinfonia.

porque não sei rezar, deixo flores

angels

com o nome certo e a esperança toda.
Susan Cohen Thompson - nudes water

quandos os cisnes voam

Swan Fly Past, by Mike Birbeck

vem a chuva

nas bermas havia ...