rain maker - Costa Rica

não se descreve a chuva. e só se dá por ela quando falta ou cai em demasia. assim é este blog. é, ou não é.

7.17.2005

é desta que eu pago direitos de Autor... (in Madrigal)



Na árvore erguida
há um silêncio do tempo.
Um silêncio que porém sibila
ou uiva como o vento
o restolho das memórias.

Árvore alta, de braços erguidos como numa prece.
Em seu tronco velho e robusto
outras vidas urgem, e até parece
que é um outro universo,

uma outra terra.

Escolhe nas raízes profundas o alimento do seu sangue
seiva e sede e fúria e fome
e raiva e brio e alegria e lágrima exangue
que partilha no ser com as demais árvores.

E é por isso sempre a mesma árvore solitária
erguida num silêncio sibilante.
É árvore que se deixa vencer, mortal
morrendo de pé, enquanto as nuvens atravessam

sua copa

Árvore despida, árvore arvorada de linda primavera
é a mesma árvore que me abriga da chuva
ou na sua sombra me protege.

Árvore que ri, árvore que chora
árvore que sabe do mundo e o sustenta.

Árvore que escreve!

© José Alexandre Ramos

3 gotas:

Blogger wind deixou estas gotas

Lindo poema e linda foto:) Perfeito conjunto. beijos

17/7/05 4:19 da manhã  
Blogger adesenhar deixou estas gotas

:)

18/7/05 12:47 da manhã  
Blogger batista filho deixou estas gotas

A foto, o poema – simbiose tocante, como poucas vezes vi. Fiquei encantado.

18/7/05 2:21 da manhã  

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